LUIZ FERNANDO GUERRA · DEPUTADO ESTADUAL
Luiz Fernando Guerra, deputado estadual

Deputado defende ampliação da investigação da JMK a outros órgãos

25/06/2019 · admin.guerra

O deputado estadual Luiz Fernando Guerra (PSL) solicitou a

ampliação das investigações sobre a JMK aos outros órgãos públicos que mantém ou mantiveram contratos com a empresa

para a manutenção de veículos oficiais. O pedido foi feito, nessa terça-feira

(25), ao delegado-chefe da Divisão Estadual de Combate à Corrupção, Alan Flore,

durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa os

contratos da JMK com o Governo do Estado.

“As investigações são de interesse da sociedade, por isso

entendo necessária a ampliação para os demais órgãos que a JMK mantém contrato

similar ao que firmou com o Governo do Estado”, disse Guerra.

O delegado Flore conduziu a operação Peça Chave que

desvendou o esquema de fraudes nos contratos e apontou o prejuízo de cerca de

R$ 125 milhões aos cofres públicos.

“A empresa montou um esquema complexo e sofisticado para

fraudar as ordens de serviços do Governo do Estado e não há nenhuma garantia,

ainda, de que o método não tenha sido replicado para os outros órgãos”, afirmou

Guerra.

Guerra também pediu esclarecimentos sobre o quadro

societário da empresa para verificar se há vínculo de sócios com agentes

políticos e sobre os contratos da JMK com as oficinas terceirizadas. “Há

indícios de que havia uma cláusula de incomunicabilidade entre as oficinas, o

que facilitaria a fraude das notas e orçamentos”, ressaltou.

REUNIÃO – O delegado foi o primeiro convidado a depor na CPI

da JMK e apresentou a cronologia das investigações e os resultados obtidos até

agora. Também foi ouvido o delegado Guilherme Dias que conduz as investigações.

Segundo os delegados a investigação começou em 2018 e a

fraude foi descoberta depois de uma força-tarefa para analisar ordens de

serviço para conserto de viaturas. Ao todo são mais de 200 mil ordens de

serviços, e até agora cerca de 10% delas foram analisadas.

“Detectamos fraude em 98% das ordens de serviços

verificadas”, disse Dias.

Dias explicou que o contrato estabelecia que os serviços de

manutenção dos veículos deveriam ser feitos pela empresa que apresentasse o

menor preço, para isso a JMK deveria realizar três orçamentos. Em quase todos

os casos analisados a primeira empresa que apresentava o valor era contratada

para a execução do serviço. “Não realizavam os outros dois orçamentos e

falsificavam os documentos. Se fossemos olhar apenas uma nota o caso passaria

despercebido”, contou.

Os próximos passos seguem em sigilo para não comprometer o

andamento dos trabalhos. A JMK era responsável por administrar a manutenção de

mais de 15 mil veículos do Estado.