LUIZ FERNANDO GUERRA · DEPUTADO ESTADUAL
Luiz Fernando Guerra, deputado estadual

CPI da JMK pede quebra de sigilo de 20 empresas

17/07/2019 · admin.guerra

As 20 empresas que prestaram o maior volume de

serviços para manutenção da frota do Governo do Estado serão alvos de

investigação da CPI da JMK. Na reunião desta terça-feira (09) os deputados

membros da comissão aprovaram o requerimento que solicita a quebra de sigilo

fiscal, bancário e telefônico das empresas.

De acordo com as investigações da Polícia

Civil, mais de mil empresas terceirizadas eram credenciadas pela JMK a

prestarem serviços de conserto e conservação dos carros oficiais, porém em

quase 98% dos casos eram sempre as mesmas empresas que venciam a concorrência e

executavam a manutenção.

“Pedimos a quebra do sigilo das 20 empresas que

receberam o maior volume de serviço, e em consequência as que mais receberam do

Estado, para conseguir analisar se a JMK direcionava ou não os serviços

propositalmente e se recebia algum beneficio por isso”, explicou o deputado

Luiz Fernando Guerra (PSL), membro

titular da CPI.

A quebra do sigilo poderá ser ampliada a outras

empresas envolvidas em contratos com a JMK.

EX-SECRETÁRIOS- Durante a reunião foram

ouvidos os depoimentos da ex-secretária da Administração e Previdência, Marcia

Carla Pereira Ribeiro que ficou à frente da pasta entre novembro de 2016 e

junho de 2017, e de Lucas Augusto Ribeiro Caetano diretor do Departamento de

Gestão do Transporte Oficial (Deto) entre fevereiro e abril de 2015.

Ambos detalharam como o sistema de gestão

compartilhada entre Governo do estado e JMK funcionava e quais os trâmites

internos para o pagamento e fiscalização dos serviços.

“Estou

convicto de que o modelo é eficaz, mas houve falhas por parte da administração pública na

gerência desses contratos. Os órgãos responsáveis pelo pagamento sequer

questionavam a empresa sobre valores e serviços efetuados”, ressaltou o

deputado Luiz Fernando Guerra.

GESTÃO COMPARTILHADA- De acordo com o

contrato original a JMK gerenciava a prestação de serviços de manutenção

corretiva e preventiva para a frota oficial,

com mais de 15 mil veículos. A gestão da frota seria compartilhada entre

JMK, Secretaria de Administração e Previdência, através do Deto, e órgão

usuário (secretárias ou departamentos do estado que de fato utilizassem os

serviços).

A JMK era responsável

pela supervisão, orientação e fiscalização dos

serviços prestados e dos materiais fornecidos pela rede credenciada. “O

contrato foi muito generoso, porque autorizava a própria JMK apresentar u plano

de fiscalização. Ou seja, a empresa fiscalizava o próprio serviço prestado”,

explicou Guerra.

O que cabia ao Governo do Estado, segundo o

documento, era a fiscalização superior do sistema. “Percebemos pelos

depoimentos, que Departamento de Gestão do Transporte Oficial (Deto), que era o

fiscalizador superior, não adotou um sistema de fiscalização rigoroso”, contou.

O ex-diretor do

departamento, Lucas Augusto Ribeiro Caetano admitiu que a conferência era feita

por amostragem. “É inviável conferir todas as peças de todos os carros”, disse.